Como ser um timotense participativo
Conhecendo nosso território
Conhecendo nosso território
Falar de participação é considerada por
muitos como conflitos pela forma errônea de quem tá recebendo e mesmo de quem
está oferecendo. É uma forma de agregar um dos cinco princípios da democracia, é criar
um clico de reflexão para as novas oportunidades e desafios; constitui uma
necessidade humana, deve ser construída com a leitura da totalidade, levando-se
em conta as partes, a influência dominante do momento; Implica que os
envolvidos estejam conscientes dos próprios processos, e a responsabilidade de
fazer parte do processo e não somente estar à mercê deste.
E aí vem a pergunta, como ser pró-ativo?
Ser pró-ativo é um exercício e
nada como termos uma leitura de fora, desprendida de ideias formadas e
acabadas, para então conseguirmos visualizar nas entrelinhas invisíveis do
processo a arte de ser um ator imprescindível para o desenvolvimento. Exige um
senso apurado de percepção que crie oportunidades para a conexão; exige ter a
humildade de aprender a aprender; respeitar as tradições, as expectativas
sociais e as limitações ambientais; estar ciente da dinamicidade.
Aí você que está lendo, pode
pensar: "que blá, blá é este?". Este "blá, blá, blá" é só uma forma de provocar uma
discussão para as diversas oportunidades que podem estar bem na nossa realidade
e que precisam da nossa participação para sua efetividade.
Então vamos lá!
Se formos enumerar as
potencialidades do nosso município, veríamos o quanto ele é um diferencial na
região, pois trata-se de um município siderúrgico, mas que ainda não desabrochou
para o seu engajamento ambiental.
Vejamos: o município de Timóteo possui
14.399 hectares de área, sendo que 12.139 hectares (84,3%) constituem área verde!
Essa área verde distribui-se da seguinte forma:
- Parque Estadual do Rio Doce (PERD) – 5.100 hectares;
- Área de Proteção Ambiental Serra do Timóteo (APA) – 4.535 hectares;
- APERAM – 2.505 hectares.
Dessa maneira, nós timotenses somos presenteados com
aproximadamente 1100 m² de área verde por habitante. E o curioso que a ONU sugere 12m² de área verde por habitante e aqui, na terra do inox,
superestimamos esta sugestão, uma oportunidade de desenvolvimento única!
Devido á representatividade de
áreas verdes, recebemos em média anualmente R$600.000,00 de ICMS Ecológico. Aí
vai a pergunta: será que ambiente também não é desenvolvimento? Só temos que
aplicá-lo de forma correta, para que possamos duplicá-lo. O que não é difícil
visto a nossa potencialidade.
Então, seguem algumas dicas para que tenhamos uma Timóteo dos nossos sonhos, uma Timóteo que seja referência em convergir ações no
real conceito de desenvolvimento:
=Como podemos contribuir para
que os conselhos municipais tenham mais resultados? Só para esclarecer, no
município, temos o Conselho Municipal do Meio Ambiente; o Conselho Municipal de
Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, este recém-criado; e o CODEMA. Será
que a sociedade tem acompanhado a atuação dos mesmos?
=Temos conhecimento de que em 2007 foi elaborado um Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e sabemos que no ano de 2011 o fogo destruiu nossas áreas verdes. Como os
parceiros do plano têm cumprido a sua responsabilidade?
=O município possui um Plano Diretor e um código de conduta, que são desconhecidos pela maioria timotense. Temos
procurado conhecer esses documentos? É fácil dar pitacos, mas para
tanto é importante nos apropriarmos do contexto.
=É sabido que houve um avanço no
geoprocessamento de nascentes do município. Imaginem: temos um cadastro de 207
nascentes! O que feito deste trabalho? Foi dado continuidade ao monitoramento
destas nascentes?
=Quando falamos em nascente, não
podemos esquecer as Áreas de Preservação Permanente – APP, que vêm sendo ignorantemente desrespeitadas.
=Pertencemos à Bacia do Rio Doce,
aliás fato desconhecido de muitos timotenses, rio que recebe o rio Piracicaba,
sendo este bem visível a todos e que pede um olhar de afeição e de misericórdia,
pois, se as suas margens falassem, seria uma declaração pra lá de “absurdos
óbvios”.
=A APA Serra de Timóteo é um
feito não feito. Como muitas no país, para sua implementação, temos que criar e
implementar o conselho deliberativo. A APA já tem quase uma década e este
conselho ainda não tem peso nas discussões. O que estamos esperando? Com o
Conselho, é mais ICMS ecológico para o município. Então reiteramos: meio
ambiente também é desenvolvimento!
=E o nosso então maravilhoso mas
pouco explorado Pico do Ana Moura?! Sabiam que lá ocorrem espécies endêmicas de
orquídea? Será que essa tão preciosa vista não precisa de mais cuidados? Quem
sabe até ser mais uma unidade de conservação? E aí mais ICMS Ecológico! E ainda
falam que meio ambiente não é desenvolvimento.
=Quando andamos em alguns
bairros, é notório a beleza da verticalização, prédios bonitos, aconchegantes. Porém, como será que anda o saneamento básico? Onde se tinha uma casa, vislumbram-se 30 lares. Estamos preparados para essa evolução verticalizada?
=A coleta seletiva é um desafio
em qualquer sociedade. Entretanto, aqui temos um ação que ainda não vem sendo muito bem acolhida
por nós. A ASCATI, ao longo dos anos de luta por sua sobrevivência, e o que intriga, que apesar de toda estrutura,
ainda não se consolidou em excelência. Onde está o problema real? Projeto
arrojado e, no entanto, parado no tempo.
=E o Bioma Mata Atlântica? Eis
que temos o Parque Estadual do Rio Doce, criado em 1944, um fragmento
significativo para o estado. O Parque é considerado Reserva da Biosfera e Sitio
Ramsar, procure ler e veja a preciosidade que temos! Como nós timotenses temos
participado de sua proteção? Em Timóteo, temos a Trilha da Lagoa Juquita, que
fica no Bairro Macuco. Essa trilha é um fomento ao ecoturismo, que poderá ser
um mais um avanço para a economia. Afinal, “floresta” também é desenvolvimento.
Enfim...
Conciliar Meio Ambiente e os demais interesses, buscando o bem estar, é simplesmente um começo e a sociedade civil organizada é o principal ator.
E nada como o exercício da "sinergia" para o sucesso!!!!!!!!!!!!!!!!







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